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Queijo do Carlos e Solange

 

Um dia chegaram com arma na mão; mandaram o avô juntar as coisas e descer com o gado, enquanto as pancadas
colocavam a casa no chão. O menino não teve tino nem para ficar assustado. Era pequeno e não entendia bem o
porquê de nunca mais fazer o queijinho ali no alto da serra.

Anos depois, Carlos ajeita o chapéu debaixo da jabuticabeira para conseguir lançar a vista para cima. De canto de
olho, avista ali pertinho, no fundo da Fazenda Capão Grande, o início do chapadão da Serra da Canastra, de onde, um
dia, sua família desceu e não mais subiu.

Os tios eram muitos, mas o destino forçado lhes colocou a espalhar gente por outras paragens. O queijo milenar
passou a ser feito pelo pai de Carlos ali mesmo na planície, sejas nos tempos das águas quanto na época de seca,
quando antigamente o caminho era o pasto farto da serra.

Hoje, Carlos, aquele menino expulso da serra junto com o avô, toca a tradição da família. Na queijeira do Capão
Grande, ele e a esposa, Solange, vão dando forma a cada uma das peças como se fosse colocando fotos antigas num
álbum de retratos.

Assim como o parque foi criado para preservar a serra, Carlos e Solange produzem o Queijo da Canastra para
preservar a tradição dos antepassados. Os dois se orgulham de tantas histórias; de saber que a família está unida
novamente na produção do queijo, pois cada pedaço saído da fazenda leva também a história de muitas pessoas que já
se foram, mas deixaram os grandes ensinamentos.

Fonte: queijodacanastra.com.br

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